Desobedeça Auxilia Polícia em Busca do Assassino



        Logo que tomou ciência do Caso, Roberto Seitenfus, coordenador do Desobedeça RS, afirmou se tratar de um crime homofóbico. Em um primeiro momento, a Policia Civil levou a linha de investigação como Latrocínio (roubo seguido de morte), já que objetos foram tirados do apartamento de André, após o crime. Mas pela experiência de Roberto em casos como este, decidiu investigar e ajudar a polícia com informações precisas que foram fundamentais na captura do assassino.

    Por meio de um compartilhamento em Redes Sociais, integrantes do Desobedeça, obtiveram informação de um número que estaria sendo utilizado por Leonardo, o principal suspeito. Câmeras de segurança filmaram André chegando acompanhado por um homem que seria Leonardo Santos, 21 anos, em seu apartameto na noite do dia 1 de abril. Mais tarde, durante a madrugada, o suspeito sai sozinho, carregando duas malas.

    Com o número do suspeito e em contato direto com o Delegado Valeriano que cuidava do caso, a coordenação do Desobedeça conseguiu um endereço na cidade de Marau. A polícia averigou e começou monitorar o local até chegar na informação de onde estaria Leonardo. Ele foi encontrado em uma cidade vizinha a Marau, Vila Mariana, e não resistiu a prisão. O Delegado foi até Marau para buscar e conduzir Leonardo até a DPPA de Canoas. Durante a viagem, em conversas informais, Leonardo confessa ter cometido o homicídio (veja no vídeo abaixo).



    Segundo o Delegado Valeriano a polícia trabalha com informações e a participação da comunidade LGBT foi primordial no auxílio pela captura do assassino. Ele já havia sido preso por tráfico de drogas e vai responder em regime fechado, podendo pegar até 30 anos. Depois dos trâmites na Delegacia, o preso foi encaminhado ao Presidio Central de Porto Alegre.

    "A LGBTfobia existe e conseguimos provar e prender. Se no inicio da investigação não se tinha tanta clareza (o que nós sempre tivemos), ao final, o delegado afirma se tratar de um crime de ódio, de homofobia. Infelizmente, não temos NENHUMA TIPIFICAÇÂO para LGBTfobia, ao ódio existente à lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, por isso, apesar de caracterizar ódio ao nosso segmento, não tem como ser agravado o crime por homofobia. Estas pessoas, que matam e discriminam diariamente LGBTs, no Brasil, que mata 1 LGBT por dia, são inocentados e se acham impunes, pois temos discursos de ódio como de Deputados Jair Bolsonaro, Marco Feliciano, Eduardo Cunha, uma bancada fundamentalista religiosa que vomita ódio todos os dias contra negros, mulheres e LGBTs." Disse Roberto em seu perfil no Facebook.

    Assista também a matéria feita pela Rede Record que acompanhou o caso e repercutiu em seus Tele Jornais. Clique Aqui!



29/04/16 - Por Will Dreher




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O Disque Direitos Humanos, ou Disque 100, é um serviço de proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual, vinculado ao Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da SPDCA/SDH.

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